segunda-feira, 20 de julho de 2009

Medo e delirio em Las Vegas


"Olhei para a estrada e vi uma imensa placa vermelha anunciando cerveja.Maravilha. Deixei o Tubarão ao lado da cabine telefônica, cruzei a rodovia e entrei no armazém de implementos agricola. Um judeu surgiu por trás de uma pilha de rodas dentadas e perguntou o que eu queria.
`Ballantine Ale', respondi...uma bebida mística, desconhecida entre Newark e San Francisco.
Ele a serviu, estupidamente gelada.
Relaxei. De uma hora para outra, tudo corria bem; finalmente eu estava tendo folga.
O garçom se aproximou, sorrindo. 'Pra onde cê vai, meu jovem?'
'Las Vegas', respondi.
ele sorriu. 'Vegas Grande cidade. Cê vai ter sorte por lá. Vai, sim. Cê é do tipo sortudo.'
'Eu sei', falei. 'Sou Triplo Escorpião.'
Ele pareceu satisfeito. `Uma ótima combinação', disse. 'Não perde nunca.'
Dei risada.'Não se preocupe', falei.'Na verdade, sou o promotor público do condado de Ignoto. Sou apenas outro bom americano, como você.'
O sorriso sumiu. Será que tinha entendido? Não havia como saber. Mas não importava. eu estava voltando para Vegas. Não tinha escolha."



Você pode não ter entendido o porque escolhi esse trecho, dentre tantas outras frases do Sir. Hunter S. Thompson, nesse livro que, para mim, é a sua melhor obra-prima.
Escolhi esse trecho por que foi por conta dele que fui correr atrás deste livro, e quando li...Son of a bitch!

Medo e Delírio em Las Vegas foi publicado pela primeira vez nas páginas da revista Rolling Stone, editado Jann Werner, que havia lido as primeiras páginas do caderno onde Hunter S. Thompson havia escrito o esboço do livro enquanto estava ainda em Las Vegas.
Esse livro conta a história de um jornalista norte-americano e seu advogado “samoano” que embarcam num Chevy vermelho conversível, com a missão de cobrir uma corrida de motocicletas em Las Vegas. Para isso, enchem o porta-malas do carro alugado com um estoque interminável de drogas e saem dirigindo pelo deserto de Nevada, partindo em alta velocidade de Los Angeles e parando apenas para dar carona a um rapaz - que não permanece muito tempo a bordo do veículo, obviamente aterrorizado pelas duas figuras que conduzem esse tubarão.

Mas o que me faz escrever sobre esse livro, é para simplesmente, dividir a minha indignaçào pela falta de conhecimento que muitas pessoas têm sobre essa obra, que retrata bem o período pós hippie nos EUA, e que de certa forma influênciou nossa juventude, que querendo ou não copia tudo da terra do tio Sam...mas é ai onde está o "X"da questão....esse livro mostra o outro lado do sonho americano...mostra a outra face do Tio Sam.

Relata os soldados americanos pós guerra do vietnã, que retornaram para as suas familias, condecorados e viciados em drogas...aquelas mesmas drogas que foram ícones da geração das discos dos anos 70.
Mostra os medos, delirios e disturbios de duas pessoas esclarecidas que conseguiram ser mais sãns usando drogas com auto poder destrutivo, do que aqueles que estavam no poder na época tentando mostrar que a guerra foi um mal necessário...e enquanto aqui agente enfrentava os horrores da ditadura militar.


Por que essa não é leitura obrigatória?!
Tem que ficar lendo "a virgem dos lábios de mel"... que deixou de ser virgem desde de 1500!

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